Três pilares que regem a prevenção contra incêndio

 

Você sabia que existem três sistemas de proteção contra incêndio, que podem evitar que sua edificação corra riscos potenciais, como por exemplo o incêndio?

Desta forma trataremos sobre os três pilares que regem a prevenção ao incêndio, denominados como a PROTEÇÃO PASSIVA, PROTEÇÃO PREVENTIVA e a PROTEÇÃO ATIVA.

Quando se deseja projetar e construir uma edificação, deve-se ter a consciência de que estará sendo projetado um sistema que pode ser bastante complexo, formado por vários subsistemas, que envolvem vários profissionais de várias áreas técnicas.

Todos os profissionais participantes devem estar perfeitamente integrados na elaboração do projeto arquitetônico e dos projetos de engenharia. Um ou mais destes profissionais, serão responsáveis pelos projetos que tratam de segurança contra incêndio da edificação.

O projeto arquitetônico é o primeiro a ser iniciado e, o último a ser concluído.

Na realidade, após o anteprojeto do projeto arquitetônico estar elaborado, sobre esse os demais anteprojetos de engenharia deverão ser elaborados de forma simultânea.

Após, sob uma coordenação comum, cada projetista deverá negociar os seus espaços necessários, com os demais profissionais.

As necessidades de cada projeto devem ser de conhecimento dos demais envolvidos.

Desta forma, cada projeto finalizado deve estar com seus espaços absolutamente compatibilizados com os demais. É importante, que os projetos estejam concluídos e, aprovados antes de iniciar a implantação destes sistemas.

**O incêndio é um dos piores acidentes que podem acontecer em uma edificação e, sempre ficam marcados na história de cidades e países. No caso do Brasil, os maiores incêndios da história foram do Largo do Paissandu em 2018 (SP), Boate Kiss em 2013 (RS), Edifício Joelma em 1974 (SP) e Edifício Andraus em 1972 (SP), promovendo inúmeros problemas sociais, como a perda de moradia, do emprego, e em casos piores, a invalidez física como também, o meio ambiente devido a geração de gases tóxicos.

E para que o projeto de uma edificação atinja os pontos de segurança contra o fogo ideais, é necessária uma análise sobre três aspectos: a proteção passiva, proteção preventiva e proteção ativa.

A proteção passiva, envolve todas as formas de proteção que devem ser consideradas no projeto de engenharia para que não haja a probabilidade de propagação e dos efeitos do incêndio que estão instalados.

Essas medidas são tomadas em fase de projeto da edificação, através de sistemas de compartimentação de ambientes, para que um incêndio não se propague, como por exemplo, a pintura antichamas de cabos e peças estruturais, vedação de shafts e passagem de tubulações e a própria manutenção dos equipamentos de combate ao incêndio. Na indústria temos a vedação / compartimentação de aberturas verticais e horizontais em salas elétricas, porões e galerias de cabos.

A proteção preventiva corresponde a um conjunto de ações que devem ser tomadas de forma permanente durante a ocupação da edificação, para que os requisitos mínimos de segurança sejam observados, com por exemplo, o treinamento da brigada de incêndio e, também a manutenção dos equipamentos de combate ao fogo.

Já a proteção ativa ou de combate, envolve todas as ações para a extinção de um princípio de fogo já instalado na edificação, ou, então o controle do crescimento do foco de fogo até a chegada do corpo de bombeiros ao local. Equipamentos de detecção e de alarme, como sensores, detectores de fumaça e calor, avisadores, detectam e avisam os ocupantes e a brigada de incêndio da ocorrência de um princípio de fogo. A brigada de incêndio é que organiza a segurança da edificação e, por ocasião de um incêndio, a desocupação ordenada e rápida da edificação dos seus ocupantes, enquanto que faz o combate ao fogo com extintores de incêndio e sistemas hidráulicos, como os hidrantes, mangotinhos, carretinhas de água. Em conjunto com esses elementos funciona também o sistema de sinalização como a indicação de saídas de emergência, iluminação de emergência e demarcação de rotas de fuga.

Após a implantação dos sistemas, a edificação deverá passar pela vistoria do Corpo de Bombeiros, recebendo assim o “auto da vistoria” aprovando o sistema implantado.

 

 

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